Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os [...]
Arquivo da categoria ‘Manuel Bandeira’
Manuel Bandeira – Poética
Publicado em Manuel Bandeira, etiquetado Manuel Bandeira, Poética em Março 9, 2008 | Deixar um comentário »
Manuel Bandeira – O rio
Publicado em Manuel Bandeira, etiquetado Manuel Bandeira, o rio em Fevereiro 8, 2008 | Deixar um comentário »
Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas no céu, refleti-las
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranqüilas.