quando chove, eu chovo, faz sol, eu faço, de noite, anoiteço, tem deus, eu rezo, não tem, esqueço, chove de novo, de novo, chovo, assobio no vento, daqui me vejo, lá vou eu, gesto no movimento
Arquivo da categoria ‘Paulo Leminski’
Paulo Leminski – Gesto no movimento
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado gesto no movimento, Paulo Leminski em agosto 24, 2008 | Deixar um comentário »
O poeta e o silêncio – Leminski e Eu
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado Epitáfio, Paulo Leminski, solange firmino em agosto 24, 2008 | 1 Comentário »
Epitáfio para o corpo Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito,são suas obras completas. [Paulo Leminski] Testamento Pouco importam todos os versos que escrevi. Importam as estrofes grudadas na língua e as rimas que ficaram na carne. Importa o que eu não disse e me deixou essa mudez interna. Importam todas [...]
Contranarciso – Paulo Leminski
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado contranarciso, Paulo Leminski em junho 2, 2008 | Deixar um comentário »
em mim eu vejo o outro e outro e outro enfim dezenas trens passando vagões cheios de gente centenas o outro que há em mim é você você e você assim como eu estou em você eu estou nele em nós e só quando estamos em nós estamos em paz mesmo que estejamos a sós
Paulo Leminski – Profissão de febre
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado Paulo Leminski, Profissão de febre em março 9, 2008 | Deixar um comentário »
quando chove, eu chovo, faz sol, eu faço, de noite, anoiteço, tem deus, eu rezo, não tem, esqueço, chove de novo, de novo, chovo, assobio no vento, daqui me vejo, lá vou eu, gesto no movimento
Paulo Leminski – M. de Memória
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado M. de Memória, Paulo Leminski em março 9, 2008 | Deixar um comentário »
Os livros sabem de cor milhares de poemas. Que memória! Lembrar, assim, vale a pena. Vale a pena o desperdício, Ulisses voltou de Tróia, assim como Dante disse, o céu não vale uma história. um dia, o diabo veio seduzir um doutor Fausto. Byron era verdadeiro. Fernando, pessoa, era falso. Mallarmé era tão pálido, mais [...]
Paulo Leminski – Sem budismo
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado Paulo Leminski, Sem budismo em março 9, 2008 | 1 Comentário »
Poema que é bom acaba zero a zero. Acaba com. Não como eu quero. Começa sem. Com, digamos, certo verso, veneno de letra, bolero, Ou menos. Tira daqui, bota dali, um lugar, não caminho. Prossegue de si. Seguro morreu de velho, e sozinho.
Paulo Leminski – Poemas da série Caprichos e Relaxos
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado Caprichos e Relaxos, Paulo Leminski em fevereiro 16, 2008 | Deixar um comentário »
uma carta uma brasa através por dentro do texto nuvem cheia da minha chuva cruza o deserto por mim a montanha caminha o mar entre os dois uma sílaba um soluço um sim um não um ai sinais dizendo nós quando não estamos mais * um deus também é o vento só se vê nos [...]
Paulo Leminski – Eu
Publicado em Paulo Leminski, etiquetado eu, Paulo Leminski em fevereiro 8, 2008 | Deixar um comentário »
quando olho nos olhos sei quando uma pessoa está por dentro ou está por fora quem está por fora não segura um olhar que demora de dentro de meu centro este poema me olha