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Dia da árvore

Foto tirada por mim em Araras

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As árvores olham
o movimento incessante
de homens sem raízes.
(Lena Jesus Ponte)

Sabedoria vegetal

“Retiro semelhanças de árvores comigo.
Não tenho habilidade pra clarezas.
Preciso de obter sabedoria vegetal.”
[Manoel de Barros]

Da árvore, admiro as raízes fincadas na terra fértil.

Quero ser forte como o caule

que suporta adversidades.

Venero os galhos que acolhem ninhos.

Invejo a sombra confortável

e os frutos que guardam a semente.

Quando chega o outono,

saúdo as folhas que enfeitam o chão,

húmus vegetal,

começo de árvore em outra estação.

Solange Firmino.

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Chegou meu livro! Está lindo.
Resultado do concurso nesse link.

Prêmio Incentivo (quatro trabalhos)
André Telucazu Kondo (Jundiaí, SP): “Festa”
Edson Amaro de Souza (São Gonçalo, RJ): “Elisabeth Bishop em Ouro Preto”
Karen Kazue Kawana (Jaguariúna, SP): “Para longe”
Solange Firmino de Souza (Rio de Janeiro, RJ): “Essência”

Ontem já passou…

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Poemas em quadros

No site da loja DePendurar já estão meus poemas em lindas ilustrações da Marina Nogueira. Deem uma olhada lá:http://www.lojadependurar.com.br/sol-firmino-ct-15f453

Pode-se escolher a cor da moldura, preta ou branca, e dois tamanhos, A4 (25cm x 33.7cm) ou A3 (33.7cm x 46cm)quadro5.png

Antologia da UFSJ

A Universidade Federal de São João del-Rei promove desde 2000 o Concurso de Poesias, agregando a cada edição um número maior de escritores de diversas localidades, inclusive de outros estados, de diferentes faixas etárias, origens socioculturais e formação acadêmica.
O Concurso de Poesias é uma oportunidade para que poetas consagrados ou anônimos, iniciantes ou veteranos possam expressar sua arte literária e ter a chance de ter seu poema publicado em um livro com os 30 primeiros classificados (dos 191 inscritos).
Mais uma vez este ano estou entre os premiados.
Vejam que linda a capa da antologia e um recorte do meu poema:

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O mito e o sonho

Por Krishnamurti Góes dos Anjos
“Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação através dos tem20160726_104031.jpgpos”. Esta definição cunhada pelo estudioso norte-americano Joseph Campbell (1904–1987), vem de encontro a uma mitopoética praticada por alguns autores da literatura contemporânea. Mitopoética entendida como uma certa organização semântica que combina elementos da mitologia antiga com o objeto literário. Isto ocorre quando autores arquitetam suas tramas poéticas utilizando da fabulação mítica. Ou seja, poemas comprometidos com princípios (imutáveis e eternos) que intermedeiam o referencial cotidiano e as instâncias do imaginário.
Solange Firmino acaba de publicar pela Editora Benfazeja, “Fragmentos da insônia”, obra poética com fortes pendores e apelos ao mitológico, de forma que parte dos poemas atualizam mitos (ora sutilmente sob a forma de sombra, ora desveladamente), ressignificando a realidade por meio do imaginário simbólico, com o intuito de realizar sonhos. Nada melhor do que a mitologia para viabilizar tais anseios, e assim, redimensionar tempo/espaço e reescrever seu projeto existencial sem abster-se entretanto, de (re)pensar a condição humana na contemporaneidade. Cumpre lembrar a propósito, que o ato da criação literária está atrelado às camadas primordiais preexistentes nas profundas camadas do ser. Portanto manifestação do inconsciente de que a poesia se nutre ontem, hoje e sempre.
Trecho do poema “Renascimento”.

 

“Tal como o mito,
levanto-me discreta e lúcida.
Eis aqui meus versos eternos.
Abro minhas asas para o infinito e voo
mais uma vez”.

 

O ato da criação literária propriamente dita é outra vertente importante nessa obra (ao qual é dedicado mais de uma dezena de poemas). Usando de uma verticalização sugestiva a autora acaba por evidenciar a essência, o cerne do momento revelador, como acontece no poema,
“METAMORFOSE”.
A essência é a natureza de tudo.
No poema, a essência é a palavra
dita,
não-dita
ou sugerida.
O casulo do silêncio
prepara a palavra na raiz.
O poema nasce do casulo-ideia
abre suas asa e pousa
na brancura do papel
à espera de fonemas
que se transformem
em essência-ideia novamente:
Metamorfose”.

 

A essência do verso é o som da palavra.
Sagrado som
na essência da vibração:
Mantra.”

 

Este título “Metamorfose”, nos remete a uma terceira característica da criação literária de Solange Firmino, esta de caráter sintético, por assim dizer. Observamos no conjunto da obra, uma corrente de ligação semântica muito expressiva e recorrente, que denuncia seu ritmo como expressão daquilo que no mundo interior da autora é permanente movimento em espiral ascendente; o ritmo como sequência de sons, de sentidos, e de sentimentos, que formam uma unidade perfeita, obediente a uma sucessividade existencial permanentemente coesa, e expressa no ciclo: semente>ovo>casulo>crisálida>borboleta>voo>liberdade!
É graças à força da sugestão que Solange imprime em sua poética, tecida sobretudo para aqueles que sonham acordados, que o próprio sonho transposto em possibilidade, acaba predominando como realidade, e impõe o seu fascínio enquanto Vida.

 

REDENÇÃO
“O silêncio da noite,
antes insônia,
agora é despertar.
Assisto à vida sem pensar
em mais nada”.

 

Livro: Fragmentos da insônia, de Solange Firmino. São Paulo. Editora Benfazeja, 2016. 80p.
 
 
*** Quem quiser adquirir o livro, entre em contato comigo no e-mail solange.firmino@gmail.com


pineall

Escutar o rumor da morte

na rotina dos dias,

no sangue das palavras,

na dor, na perda, no tédio.

E renascer a toda a hora

com a inocente respiração da vida.

Serenamente.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Samsara – Solange Firmino fractal_wallpaper_xv__samsara_by_scrano-d73372c.png

 

Um novo começo,

um dia inédito

no tempo cíclico.

 

No calendário infinito do tempo,

cada dia é novo e único.

Castigo ou milagre?